Se pudesse embarcar no meu inconsciente, voltar no meu
passado desde o inicio, na minha concepção e acompanhar cada minuto sem me
esquecer de cada palavra, cada toque, cada acontecimento, talvez conseguisse
explicar essa minha complexidade e busca em algo que nunca encontrei.
Nessa viagem me veria como outrem, me criticaria e com
paciência repensaria nas soluções de cada obstáculo, não cometeria mais os
mesmos erros, construiria impérios de sabedoria, observaria mais, ouviria mais
e amadureceria.
Apoiaria em bases
sólidas, não choraria as mesmas lágrimas, não machucaria terceiros e sim
pediria perdão.
Arriscaria, seria minha melhor amiga, selecionaria os
conselhos, ouviria meus pais.
Não posso me esquecer que sou apenas plateia, o script já
está escrito, os atores já estão em cena, os segundos já se passaram e estão
passando, não há mais como mudar o que já foi apresentado.
Tudo se passa como
djavu, atitudes idiotas que me pergunto se realmente os interpretei.
Ondas de mudança que vem como ondas de lua cheia, meu Deus,
sou fruto dos meus erros. Só há uma alternativa, me posicionar e amadurecer.
Minha infância se passou, adeus inocência e dependência, a adolescência também,
adeus ignorância e inconsequências e agora? Quem eu sou, o que eu sou, o que
devo fazer?
Tudo novo, vida nova, caminhos obscuros que ainda devo traçar...
mas ainda sei que hei de encontrar aquilo que sempre procurei...
O amor...
Fabiana Priscylla